Quinta-feira, Abril 23, 2009

Nessun Dorma


Nessun dorma! Nessun dorma!

Tu pure, o, Principessa,

nella tua fredda stanza,

guardi le stelle

che tremano d'amore

e di speranza.

Ma il mio mistero è chiuso in me,

il nome mio nessun saprà!

No, no, sulla tua bocca lo dirò

quando la luce splenderà!

Ed il mio bacio scioglierà il silenzio

che ti fa mia!

(Il nome suo nessun saprà!...

e noi dovrem, ahime, morir!)

Dilegua, o notte!

Tramontate, stelle!

Tramontate, stelle!

All'alba vincerò,

vincerò, vincerò!


Quinta-feira, Março 26, 2009

DEFINIÇÕES


ESQUIZOFRENIA:

do Gr. skhízein, fender + phrén, phrenós, espíritos. f.,

género de psicose;

cissão ou dissociação psíquica.


MENTECAPTO:

do Lat. mente captu, tomado no entendimento adj.,

fraco de espírito;

falto de siso, de entendimento;

néscio;

alienado;

louco;

idiota.



Terça-feira, Março 24, 2009

Everybody's Free... To Wear Sunscreen


Ladies and Gentlemen of the class of ’97 ... Wear Sunscreen.
If I could offer you only one tip for the future, sunscreen would be it. The long term benefits of sunscreen have been proved by scientists whereas the rest of my advice has no basis more reliable than my own meandering experience… I will dispense this advice now...
Enjoy the power and beauty of your youth; oh nevermind; you will not understand the power and beauty of your youth until they have faded. But trust me, in 20 years you’ll look back at photos of yourself and recall in a way you can’t grasp now how much possibility lay before you and how fabulous you really looked….You’re not as fat as you imagine. Don’t worry about the future; or worry, but know that worrying is as effective as trying to solve an algebra equation by chewing bubblegum. The real troubles in your life are apt to be things that never crossed your worried mind; the kind that blindside you at 4pm on some idle Tuesday. Do one thing everyday that scares you, Sing. Don’t be reckless with other people’s hearts, don’t put up with people who are reckless with yours. Floss. Don’t waste your time on jealousy; sometimes you’re ahead, sometimes you’re behind…the race is long, and in the end, it’s only with yourself. Remember the compliments you receive, forget the insults; if you succeed in doing this, tell me how. Keep your old love letters, throw away your old bank statements. Stretch, Don’t feel guilty if you don’t know what you want to do with your life…the most interesting people I know didn’t know at 22 what they wanted to do with their lives, some of the most interesting 40 year olds I know still don’t. Get plenty of calcium. Be kind to your knees, you’ll miss them when they’re gone. Maybe you’ll marry, maybe you won’t, maybe you’ll have children,maybe you won’t, maybe you’ll divorce at 40, maybe you’ll dance the funky chicken on your 75th wedding anniversary…what ever you do, don’t congratulate yourself too much or berate yourself either – your choices are half chance, so are everybody else’s. Enjoy your body, use it every way you can…don’t be afraid of it, or what other people think of it, it’s the greatest instrument you’ll ever own. Dance…even if you have nowhere to do it but in your own living room. Read the directions, even if you don’t follow them. Do NOT read beauty magazines, they will only make you feel ugly. Get to know your parents, you never know when they’ll be gone for good. Be nice to your siblings; they are the best link to your past and the people most likely to stick with you in the future. Understand that friends come and go,but for the precious few you should hold on. Work hard to bridge the gaps in geography and lifestyle because the older you get, the more you need the people you knew when you were young. Live in New York City once, but leave before it makes you hard; live in Northern California once, but leave before it makes you soft. Travel. Accept certain inalienable truths, prices will rise, politicians will philander, you too will get old, and when you do you’ll fantasize that when you were young prices were reasonable, politicians were noble and children respected their elders. Respect your elders. Don’t expect anyone else to support you. Maybe you have a trust fund, maybe you have a wealthy spouse; but you never know when either one might run out. Don’t mess too much with your hair, or by the time you're 40, it will look 85. Be careful whose advice you buy, but, be patient with those who supply it. Advice is a form of nostalgia, dispensing it is a way of fishing the past from the disposal, wiping it off, painting over the ugly parts and recycling it for more than it’s worth. But trust me on the sunscreen…

Quinta-feira, Março 12, 2009

TEMPO

Olha as flores da jarra estão a murchar na agua cinzenta, as folhas soltam-se, uma a uma, dos caules, tudo isto em silêncio, sem pressa, a tombarem na toalha, enroladas, secas.
Ás vezes vejo, parece-me, que o tempo, como uma borracha, apaga parte das feições, quebra bocadinhos da voz, consegue polir os dedos até se tornaram sedosos e frágeis. Ainda assim consigo sentir-lhe uma espécie de sorriso a flutuar-lhe a frente da boca. No entanto esta permanece-lhe imóvel.
Temos tempo? - Pergunto.
Provavelmente. - Respondem-me...
Quanto? - Pergunto.
O Presente! - Respondem-me.

Quanto dura o presente?
A duração do tempo presente representa o mais pequeno intervalo de tempo indivisível e concebível em teoria para levar a cabo uma experiência ou observar um acontecimento. O presente dura exactamente 5.4*1044 segundos... dizem.

Em pleno palco a rapariga loura agarra a jovem morena pela nuca e dá-lhe um longo beijo na boca.

Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009

ZARPAR EM DIRECÇÃO AO PÔR-DO-SOL



Sair. Correr para apanhar o primeiro avião. Fazer o chek-in e dirigir-me à manga. Entrar. Sentar-me e apertar o cinto. Levantar voo. Aterrar. Dirigir-me à orla marítima.

Á noite o vento quente traz-me sinais de daiquiri, margaritas e tangentes à moral adivinhando-se, pelo marulhar contra o casco, a vontade que o mar tem de mim, reiterando-me pelas minhas noites agitadas a vontade que eu tenho dele.
Mergulho à procura de uma dimensão táctil entre a agua e o ar ensimesmados na doce ilusão de paridade com o oceano. Não há como resistir, é um oceano ímpio que me dilui até à vontade de voltar à civilização.
O que mais me arrepia é o inesperado de perder todas as referencias que me habituei a ter de terra, mesmo com terra à vista. Não é que importe que terra não narra este texto, prefiro narrar os abismos que descem secretamente a milhares de metros de profundidade.
Em nenhum outro ponto do nosso planeta o contraste entre a vida e a morte se apresenta tão perfeitamente separado pela simplicidade da película que separa o mundo do ar do mundo do mar. A dimensão que temos do mar é enquadrada pelo chão que pisamos e à falta deste torna-se inevitável redimensionar-se a coisa. Quem ponha o ouvido no chão detecta instantaneamente uma vida subterrânea, misteriosa e irresistivelmente obscura.
Por mais voltas que dê, não há volta a dar-lhe. Não são precisas histórias de piratas ou naufrágios. Está tudo aqui espalhado pelos fundos de águas límpidas.
E o atlântico aqui é perigoso. Diverte-se a fingir que é indico ou pacifico mas não o é.

À vista desarmada, dos deuses egípcios só Ra – o deus do sol – sobreviveu à tempestade perfeita do desenrolar do tempo milenar.

Quarta-feira, Novembro 19, 2008

GENTE (inha)

Fico sempre espantado com a vida das pessoas, os seus desejos, as suas ambições, os seus medos, as suas minúsculas querelas. Até o que lhes dá prazer me surpreende. Como se agitam. Os seus olhos ocos e aflitos.
Tenho agora mais flores na sala do que um velório. Vêm daqui e dali com cartõezinhos simpáticos, a lembrança dos vivos. Se calhar morri sem dar por isso e continuo a existir na memória dos outros.
Dou gargalhadas iconoclastas - raça de fedelhos, cobardes, fracos e de pouca substância, munidos de cabrestos, certos de que esta é a única maneira que têm de seguir o seu caminho em manada.

Há muito que me apercebi que não se pode entender bem o mar sem olhar atentamente para a superfície e para a mancha humana que lá vive.

Terça-feira, Outubro 28, 2008

UNDRESS ME NOW

Pode-se aprender a escrever letras para canções e até seguir paixões alimentando-nos de musica, apesar de não tocar nenhum instrumento a não ser campainhas.
Pego numa colher mental e dou umas voltas à mioleira.
Sou sensível ao chavão do copo de vinho tinto, do crepitar da lareira, a chuva lá fora e uma musica que nos atraia o olhar para o fogo apesar de não partilhar da tese segundo a qual é no Outono ou no Inverno que estamos mais receptivos a ouvir musica.
Não sei como é a canção perfeita. Ninguém sabe como é. As suas pequenas falhas que nos dão a sensação de terem sido criadas para nós, seres atraídos pela perfeição mas irremediavelmente imperfeitos, não chegam senão a uma pequena distancia que as separa da perfeição e é quase impossível faze-lo mantendo a cadência, o timbre o marulhar das palavras e das frases.

Quando lá cheguei custou-me a crer. Não devemos conseguir muitas vezes transformar lugares banais em locais onde a noção de lugar único associado a um pequeno pedaço de terra tenha sido elevado a uma grandeza quase mística, com um carácter impossível de definir... é muito mais que uma área com solo. Lembro-me de ouvir o mar, da mistura de vento com as arvores adentro. Ouço-o agora no mais intimo de mim e tento leva-lo comigo para onde quer que eu vá.
As ondas quebram-se lá longe na barreira de coral.

É detalhe, pormenor atitude e personalidade. Ainda que o pudesse dizer, fazer ou expressar. Vai para lá daqui.

APETECE-ME: Respirar. Viver. Sair. Fugir. Voar. Saltar. Viajar. Concertos. Teatro. Cinema. Cometer loucuras saudáveis. Correr. Rir... muito. Olhar. Sentir. Saborear. Tocar. Ouvir. Sonhar. Ir. Talvez não voltar. Andar de bicicleta. Agua do mar. Sol. Areia branca. Cor. Cheiros. Diferentes latitudes. Diferentes longitudes. Gozar com os meus amigos e assobiar... apetece-me muito assobiar.

Uma canção perfeita poderia proporcionar esse conforto, essa ilusão de homenagem à nossa existência irrepetível.

Quinta-feira, Janeiro 03, 2008

2008

Para este ano de 2008 espero concretizar o desejo de ser bilionário.

Por muito que nos eduquem e civilizem; por muito que nos ensinem a merecer esperar pelo que queremos respeitando todos e mais alguns. Por muito que nos tentem convencer que as coisas sabem melhor quando lutamos por elas, mesmo que os obstáculos desabem e os adversários desistam á primeira oportunidade. Todas essas coisas levam o seu tempo e exigem habilidades desagradáveis, como a paciência, a perseverança e o trabalho.

Enquanto bilionário iria apenas procurar, como todos nós sabemos, desde o segundo que nascemos, que bom… bom só há uma coisa na agrura desta vida: a gratificação instantânea.
Se eu for bilionário vou tentar aproximar-me o mais possível da gratificação instantânea que conheci em tempos em que me bastava estalar os dedos para imediatamente ser pendurado na mama da minha mãe.

Houve, de facto, um momento de ouro na minha vida em que pensei, com toda a convicção, que “era só querer para acontecer”. Era uma ideologia linda. Ainda acreditei nela durante uns bons meses da minha vida. Tanto que nunca mais me desafeiçoei dela inteiramente.

Quarta-feira, Outubro 31, 2007

É FÁCIL... NEM PRECISA TER NEXO!

E fácil. Arrumas as molas no cesto. Calças os ténis. Rodas a chave na ignição. E paras.
Junto de ti está alguém que não conheces. Tem cabelos vermelhos e falta-lhe um braço. Não usa relógio. Calça peúgas de cores diferentes. O microondas é de alumínio escovado. Há caracóis nas paredes e os agrafos seguram os azulejos mais soltos. Bilhetes. Notas. Bancos. Lojas. Segurança. Escadas rolantes. Controlo. Pressão. Altitude. Cheiros. Braços. Pernas. Computadores. Revistas. Jornais. Dois carecas. Uma gorda. Um preto. Dois indianos. Vinte chineses. Outro lado. Outro lugar. Mais perto dali do que de mais adiante. Sete curvas. Quatro rectas. Sete cruzamentos. Dois cartões de credito e uma bicicleta. Duplicar o que não existe. E subtrair ao dividido. Ausência de percepção ocular. Objectos de dádiva. Idêntico ascendente e idêntico descendente. Aqui. Mais alem. Do outro lado do muro de papel… É fácil… Bastante fácil. Nem precisa de ter nexo.

Sexta-feira, Março 02, 2007

VACA


do Lat. vacca

s. f., Zool.,

fêmea do boi ou do touro;
carne de gado vacum;
correia ou corda grossa de cânhamo que serve para fazer mover o carro do prelo;
parada ao jogo feita por um só parceiro, mas associado a outros.

Powered by Blogger